Serão os sensores curvos a próxima revolução no mundo da fotografia?

Serão os sensores curvos a próxima revolução no mundo da fotografia?

11 Julho, 2019 0 Por Joel Pinto

Os sensores que equipam as nossas câmaras, mesmo as dos smartphones, são planos e quadrados, com uma objectiva arredondada e ligeiramente arqueada. Inevitavelmente, quando a luz entra na objectiva e se projecta num sensor plano, não entra de forma uniforme, o que acaba por reduzir a nitidez geral da imagem.

As fabricantes estão cientes desse "problema" físico e multiplicam as lentes a fim de corrigir melhor a trajectória da luz, de modo que ela possa atinja todo o sensor, e de forma mais uniforme possível. No entanto, continua a ser o calcanhar de Aquiles, uma vez que a multiplicação de lamelas também alonga o caminho que a luz percorre e, inevitavelmente, parte dela é perdida antes de chegar ao sensor.
É por isso que sensores fotográficos curvos são claramente o futuro, pela simples razão de que eles naturalmente receberão praticamente toda a luz da lente. Como resultado, a imagem será mais fiel à realidade, além de permitir que a caixa equipada seja muito mais eficiente em condições de pouca luz.
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Em relação à ótica, novamente, o sensor curvo poderia mudar o negócio. Todas as lentes num objectiva - na maioria das vezes destinadas a reorientar a luz em direcção ao sensor - não serão necessariamente necessárias. Isso deve reduzir o custo das objectivas.

A verdade é que já em 2017 a Sony tinha patenteado um sensor curvo de tamanho médio, e nessa altura já a Nikon tinha patenteado o primeiro sensor curvo, de formato completo. No entanto, ainda nenhum dispositivo chegou ao mercado com esse tipo de sensor, e uma vez que o mercado está a chegar ao limite, é bem provável que os primeiros sensores curvos comessem agora a chegar ao mercado para se distinguirem da restante concorrência.

No entanto, conforme acontece sempre que uma nova tecnologia chega ao mercado, não se espera que ela seja barata, ou pelo menos tão barata como a tecnologia que actualmente temos no mercado.

FONTE

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