Segundo um estudo da Sony, o tamanho importa

Segundo um estudo da Sony, o tamanho importa

2 Julho, 2019 0 Por Joel Pinto

Desde os televisores integrados num armário dos anos 60, ao icónico design de espaço dos anos 70, passando pela moda das barras de bar em casa dos anos 80, até ao aspeto minimalista e moderno da atualidade, as nossas salas de estar foram evoluindo em linha com as alterações sociais, as rotinas familiares e os avanços tecnológicos das últimas décadas. Apesar de todas estas transformações, há algo que se manteve inalterado ao longo dos anos: o televisor sempre foi e continua a ser o coração das salas de estar dos europeus, de acordo com o estudo “Evolução da sala de estar” publicado pela Sony, com base num inquérito a 6000 consumidores europeus e comentários de especialistas da indústria.

O televisor deixou de ser um aparelho eletrónico integrado num armário para ser o elemento central da sala de estar

Desde a criação do primeiro televisor da Sony em 1960, a sua popularidade foi crescendo rapidamente até ter-se convertido numa parte central e integral da sala de estar, adaptando-se às necessidades dos espetadores. De acordo com o estudo “Evolução da sala de estar”, um terço (32%) dos inquiridos afirma que o televisor é o elemento mais importante da sala, enquanto que para outros o televisor vem em segundo lugar, apenas atrás do sofá a partir do qual vemos televisão. Além disso, 64% dos inquiridos afirma que, atualmente, passam o mesmo tempo a ver televisão do que passavam há dez anos.

“Os televisores deixaram de ser grandes caixas volumosas para passar a ocupar 10 cm, ou menos, de profundidade, como é o caso do novo Smart TV XG95 da Sony, que tem apenas 6,9 cm. Por isso, tivemos de adaptar o design e o estilo das nossas salas de estar em linha com esta nova realidade”, afirmam os designers de interiores Stefano Mich e Alessandro de Pompeis. “Quando um cliente nos pede para criar o design de uma sala de estar, aquilo em que pensa primeiro é onde irá colocar o televisor, como irá complementar o televisor com móveis e se tem espaço para a instalação de colunas. O televisor deixou de estar instalado numa parte mais discreta para passar a ser uma parte integral da decoração das casas”, afirmam.

Os televisores são cada vez maiores e converteram-se num símbolo de estatuto social

Apesar do aumento da popularidade dos dispositivos pequenos e portáteis, os televisores querem-se cada vez maiores – uma tendência que vem a aumentar nos últimos anos. Segundo o estudo, quase metade (48%) das pessoas inquiridas afirma querer um televisor maior do que aquele que tem atualmente. Seguindo o velho ditado “quanto maior, melhor”, os homens inquiridos ficaram uns meros pontos percentuais acima das mulheres na hora de eleger um televisor maior para comprar. Assim, os homens têm 10% mais de probabilidade de querer comprar um televisor maior do que aquele que têm atualmente, comparativamente com as mulheres que fizeram a mesma afirmação (43%).

No que diz respeito ao tamanho em polegadas, trata-se de um tema com cada vez mais relevância. Mais de um terço dos inquiridos (35%) gostaria de ter um televisor com mais de 55 polegadas e cerca de 16% gostaria de ter um televisor com mais de 65 polegadas, como o novo Smart TV XG95 da Sony. O desejo de ter um televisor extra grande é mais forte em França, onde mais de uma quarta parte dos inquiridos (26%) prefeririam ter um televisor de 65 polegadas ou mais, seguindo-se a Bélgica, onde uma em cada cinco pessoas selecionaria um televisor com, pelo menos, 65 polegadas. Com efeito, ter um televisor grande é tão importante que uma em cada dez pessoas considera-o um símbolo de estatuto social, a par dos telefones inteligentes e tablets (7%), roupa de estilistas (7%) ou relógios caros (6%).

A especialista em psicologia do canal de televisão líder no Reino Unido, Emma Kenny, explica porque é que as pessoas preferem os televisores grandes e consideram-nos um símbolo de estatuto social: “Quer gostemos, quer não, associamos o ter produtos que se “destacam” como um indicador de sucesso. Hoje em dia, se queremos ter uma casa moderna e transmitir um estilo de vida bem-sucedido, os símbolos de estatuto social, como o televisor, adquirem uma grande importância e o mantra de “quanto maior, melhor” nunca foi tão relevante como agora. As salas de estar evoluíram e converteram-se em autênticos cinemas em casa, tornando a visualização de conteúdos numa verdadeira experiência que beneficia todo o agregado familiar. Ao contrário de um relógio ou de um veículo de luxo, que são desfrutados de forma individual, o televisor é algo para ser desfrutado em conjunto.”

18% dos compradores italianos e britânicos admitem ter comprado um televisor maior do que o necessário

De entre os inquiridos, os italianos afirmam necessitar de substituir os seus televisores com carácter de urgência: cerca de 57% dos inquiridos manifestou a vontade de substituir o seu atual televisor por um televisor maior. Além disso, são os que têm mais probabilidades de sobrestimar o seu espaço, tendo 18% dos compradores italianos afirmado que adquiriram um televisor demasiado grande para o espaço disponível na sua sala de estar. Esta percentagem (18%) é também partilhada pelos compradores do Reino Unido.

“Ao longo dos anos temos visto um aumento da popularidade dos televisores cada vez maiores”, afirma Takayuki Miyama, Diretor de Marketing e Planeamento de Produtos da Sony Europa. “Fatores como o crescente desejo de obter uma grande experiência cinematográfica em casa, possivelmente como antídoto à cultura de ver as coisas em movimento, aliado aos avanços tecnológicos e ao facto de os televisores serem cada vez mais acessíveis, contribuíram para esta tendência de termos televisores cada vez maiores. Agora, graças a equipamentos como o novo televisor Sony XG95, os espetadores podem eleger um televisor de até 75 polegadas a um preço muito mais acessível do que há alguns anos”.

Joel Pinto
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Fundador do Noticias e Tecnologia, e este foi o seu segundo projeto online, depois de vários anos ligado a um portal voltado para o sistema Android, onde também foi um dos seus fundadores.