Microsoft acusada de forçar utilizadores a usar o OneDrive e o Teams no Windows 11

Microsoft acusada de forçar utilizadores a usar o OneDrive e o Teams no Windows 11

27 Novembro, 2021 0 Por Joel Pinto

Acompanhada por um conjunto de editores de software e organizações de código aberto com base na Europa, a Nextcloud GmbH acaba de apresentar uma reclamação à Comissão Europeia contra a Microsoft. A empresa, que desenvolve software gratuito de armazenamento de ficheiros, a Nextcloud, acredita que a Microsoft está a usar práticas anticompetitivas para promover os seus produtos, e serviços, no Windows 11.

A queixa apresentada afirma que a Microsoft integrou ilegalmente todos os serviços do Microsoft 365 (Teams, OneDrive, etc.) no seu sistema operativo para impor as suas ferramentas aos utilizadores. Segundo a Nextcloud, o Windows 11 ainda favorece a solução padrão da sua empresa, o OneDrive, quando se trata de armazenamento de ficheiros. Essas práticas minam a competição saudável e evitam que soluções rivais ganhem terreno sem obstáculos.
Uma queixa semelhante foi apresentada pela Slack, a plataforma de comunicação colaborativa. A empresa acredita que a empresa está a tentar matar a concorrência integrando o Teams ao Windows 11. Há alguns meses, a firma de Redmond garantiu, no entanto, que a integração do Teams não representaria um problema de concorrência. A Microsoft acredita que essa integração escapa às leis antitruste porque “não há um preço específico” com o Windows 11.

Apoiado por organizações como a Document Foundation, que gere o LibreOffice, o NextCloud pede à Comissão Europeia que investigue o abuso de posição dominante da empresa no Windows 11. A empresa também afirma que o sistema operativo suporta padrões que são mais abertos e que funcionam em conjunto. Esses padrões tornam possível evitar o bloqueio de utilizadores num sistema padrão.

Microsoft

Ferramentas integradas no Windows 11 vão dar dores de cabeça à Microsoft

“Os cidadãos europeus devem ser capazes de decidir por si próprios quais as ferramentas digitais que usarão para criar, armazenar e partilhar conteúdo”, disse Lothar Becker, presidente da Document Foundation. Por sua vez, Frank Karlitschek, CEO e fundador da Nextloud, lembra que não é a primeira vez que a Microsoft impõe seu próprio software.

“É muito semelhante ao que a Microsoft fez quando matou a concorrência no mercado de navegadores, interrompendo quase todas as inovações de navegadores por mais de uma década”, abordou Frank Karlitschek. Nos anos 2000, a Microsoft foi acusada de forçar o Internet Explorer como um navegador para indivíduos e empresas. Ao mesmo tempo, a NextCloud também entrou com um pedido de investigação junto às autoridades antitruste alemãs.

FONTE

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