LibreOffice quer que os utilizadores do OpenOffice mudem para a sua plataforma

LibreOffice quer que os utilizadores do OpenOffice mudem para a sua plataforma

18 Outubro, 2020 0 Por Joel Pinto

Numa altura em que o Apache OpenOffice celebra o seu 20º aniversário, o seu maior rival, o LibreOffice, publicou um artigo a pedir ao OpenOffice que incentive os seus utilizadores a mudar para a sua plataforma.

Nessa publicação, a The Document Foundation, a empresa por trás do LibreOffice, diz que a marca OpenOffice ainda é muito forte, apesar da sua falta de suporte e de actualizações. Pelo que pede a eles que incentivem os seus utilizadores a migrar para o LibreOffice. Eles justificam isso com o facto da Apache ter um cronograma de lançamento vagaroso, e não corresponde aos níveis de segurança desejados, já que desde 2014 que não lançam qualquer actualização importante, e isso coloca em perigo os dados dos utilizadores.

Para destacar a vitalidade do LibreOffice em comparação ao OpenOffice, a carta da The Document Foundation (que pode ser acedida aqui) diz que a sua aplicação teve mais de 15.000 commits de código em 2019, em comparação com os 595 para o OpenOffice.

LibreOffice quer "absorver" os utilizadores do OpenOffice

Apesar de tais negligências, Carl Marcum, VP do Apache OpenOffice, na quarta-feira marcou duas décadas do OpenOffice numa declaração:

"É inspirador ver tantas pessoas dedicadas, de todo o mundo, doar o seu tempo como mentor, contribuir com código, testar problemas, moderar correspondência listas, ajuda em fóruns, traduções, marketing e muito mais para continuar a tornar este excelente produto melhor e disponível para milhões de utilizadores. "

O OpenOffice está disponível gratuitamente para macOS, Linux e Windows, foi descarregado mais de 300 milhões de vezes desde o seu lançamento. Ele consiste num pacote de aplicações de produtividade de código aberto, incluindo processador de texto, folha de calculo, editor de apresentação, editor de gráficos vectoriais, editor de fórmulas matemáticas e gestor de base de dados.

No entanto, há anos que se fala que o projecto está para ser encerrado, incluindo o Chistina Schaller, um programador da Red Hat, que em 2015 afirmou que o projectou estava praticamente morto, e um ano depois, o vice-presidente do projecto ter afirmado que existia grande possibilidade de encerrar o projecto... estamos a poucos meses de 2021 e o projecto continua online, mas exactamente nas mesmas condições do passado.

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