Google, Facebook e Amazon "acusados" ​​de financiar sites piratas

Google, Facebook e Amazon "acusados" ​​de financiar sites piratas

18 Agosto, 2021 Não Por Joel Pinto

A grande maioria dos sites na Internet são financiado por publicidade. Essa é a melhor forma de financiamento, já que assim evita ter de cobrar uma assinatura paga aos utilizadores, para que estes possam ter acesso ao conteúdo disponibilizado. Mas os sites “legítimos”, como o nosso, não são os únicos a precisar de publicidade para sobreviver, já que os sites piratas também usam esse método para gerar receitas.

Na verdade, estes últimos representam até um grande nicho económico. Segundo um estudo da Digital Citizens Alliance chamado "Breaking (B) ads", cerca de 6000 sites piratas conseguiram amealhar, por ano, mais de 1 bilião de dólares em receita de publicidade, e entre esses, cerca de 900 chegam a obter 259 milhões de dólares dessa receita. Se esses números só por si já impressionam, o estudo torna-se ainda mais interessante quando olhamos para os seus fornecedores de publicidade... já que alguns deles são muito conhecidos.

Segundo está a ser revelado pelo Digital Citizens Alliance, em 2020, um pequeno conjunto de empresas gastou mais de 100 milhões em publicidade em sites piratas. Esse número representa 4% das receitas de publicidade de todos os sites. Entre os fornecedores temos a Google, o grande gastador nesta área, tal como o Facebook e a Amazon. Não são pequenas quantias pagas de forma errada, em locais onde não devia ser gasto qualquer quantia. Assim, segundo os dados recolhidos, os gigantes da web são responsáveis ​​por três quartos dos anúncios presentes em sites piratas. Por outras palavras, eles são os principais financiadores desse tipo de site.

ciberameaças sites piratas

Sites piratas são financiados pela Google, Facebook e Amazon

Além disso, essa percentagem é amplamente suportada pelo Google, que detém 50% de todos os anúncios. Um paradoxo surpreendente quando sabemos que o gigante das pesquisas faz questão de afirmar que protege os utilizadores censurando anúncios em sites que contam com conteúdo sensível, ou ofensivo. Também deve ser observado que a maior parte da receita gerada é partilhada entre cinco sites ($ 8,3 milhões) e cinco aplicações ($ 27,6 milhões).