Google critica a União Europeia por esta ignorar a Apple

Google critica a União Europeia por esta ignorar a Apple

27 Setembro, 2021 Não Por Joel Pinto

Numa audiência no tribunal da União Europeia a respeito da sua prática anticompetitiva, onde a empresa contesta uma multa de 4,31 biliões de euros que lhe foi aplicada, a Google critica a União Europeia, e trás o nome da Apple para o assunto.

A União Europeia acusa a Google de ter abusado da posição dominante com o Android para estabelecer a supremacia do seu mecanismo de busca, e do seu navegador Chrome. O grupo considera a denúncia improcedente e pede o cancelamento da multa aplicada há três anos. O caso é um grande teste para a comissária de Concorrência da UE, Margrethe Vestager, que no ano passado sofreu uma retumbante derrota na justiça europeia contra a Apple, cujos benefícios fiscais ela denunciou, na Irlanda.

“O Android é de facto uma notável história de sucesso do poder da competição em acção”, disse a advogada da Google, Meredith Pickford, aos juízes. A empresa acredita que a UE ignorou erroneamente a Apple, que prefere os seus próprios serviços, como o navegador Safari, nos seus iPhones. “Vamos explicar que (…) a comissão fez vista grossa à real dinâmica competitiva deste sector, que se opõe à Apple e ao Android”, explicou a advogada. Ela alegou que o download de aplicações concorrentes estava a apenas um clique de distância e que os clientes não eram obrigados a usar os produtos do Google no Android.

União Europeia

Google e União Europeia em braço de ferro

O advogado do executivo europeu, Nicholas Khan, colocou o papel da Apple em perspectiva por causa da sua baixa participação de mercado em comparação com o Android. “Incluir a Apple não muda muito. A Google e a Apple estão a desenvolver modelos diferentes”, respondeu ele.

O caso Android da UE foi o terceiro movido contra a Google por Margrethe Vestager. Mas o grupo também enfrenta uma avalanche de casos nos Estados Unidos, e na Ásia, por acusações semelhantes. A UE também está em processo de elaboração de nova legislação para pôr fim aos abusos dos gigantes digitais, depois de observar que os processos judiciais são, em última análise, muito lentos em face da evolução do mercado.

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