Euroconsumers acusa Apple de manipular  iPhones para se tornarem obsoletos

Euroconsumers acusa Apple de manipular iPhones para se tornarem obsoletos

2 Dezembro, 2020 0 Por Joel Pinto

A Euroconsumers afirma que a Apple manipulou intencionalmente a lentidão dos iPhones 6, 6 Plus, 6S e 6S Plus. Embora a marca tenha alegado tratar-se de uma actualização para prolongar a vida útil das baterias, o grupo denuncia a utilização de obsolescência programada para incentivar os consumidores a comprarem novos telemóveis, nomeadamente, modelos mais recentes da marca. Nos Estados Unidos a Apple acabou por confirmar o sucedido e compensou os clientes lesados.

Dos países que fazem parte da Euroconsumers – Bélgica e Espanha vão avançar com, uma acção judicial contra a Apple, aos quais se juntarão em 2021, Itália e Portugal acusando a marca de ter actualizado, silenciosamente, o software dos modelos do iPhone 6 sabendo, à partida, as alterações consequentes. Entre as anomalias causadas destacam-se a lentidão, perda de desempenho e shut down inesperado dos telemóveis.

O grupo afirma que a Apple procedeu à utilização de obsolescência programada nestes modelos, ou seja, à decisão propositada de desenvolver, fabricar, distribuir e vender este produto para consumo de forma que se tornasse obsoleto ou não funcional, especificamente para forçar o consumidor a comprar a nova geração de iPhones num curto espaço de tempo.

Euroconsumers aponta o dedo à Apple

O movimento criado pelos consumidores americanos contra a Apple foi resolvido fora dos tribunais, tendo a marca concordado em pagar 113 milhões de dólares aos clientes insatisfeitos com o iPhone 6, 6 Plus, 6S e 6S Plus, resolvendo assim as acusações provenientes de 33 Estados.

Na Europa, a Euroconsumers tentou inúmeras vezes chegar a acordo com a Apple procurando, por um lado, uma compensação semelhante para os proprietários destes modelos de iPhones e, por outro, a criação de telemóveis mais sustentáveis. A falta de uma solução satisfatória leva agora o caso para os tribunais, com uma acusação contra a marca por práticas comerciais desleais, enganosas e agressivas na União Europeia. Em Portugal, a DECO também prepara uma ação para Janeiro, tendo por base o mesmo enquadramento.

A par do prejuízo para consumidores, a utilização de obsolescência programada aumenta os níveis de desperdício eletrónico e surge como uma ameaça para o meio ambiente, numa altura em que a necessidade de uma economia sustentável e de uma transição verde justa é mais urgente do que nunca.

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