EUA tentam utilizar a sua influencia mundial para fazer a vida negra à Huawei

EUA tentam utilizar a sua influencia mundial para fazer a vida negra à Huawei

24 Novembro, 2018 0 Por Joel Pinto

O governo dos EUA está a tentar persuadir os fornecedores de internet e wireless em países aliados para evitar equipamentos de telecomunicações da chinesa, Huawei Technologies.

Para quem não sabe o porque disto, é que o governo dos EUA está convencido de que o governo chinês está a usar o equipamento da Huawei para espiar as suas redes. Para já nenhuma evidência foi divulgada e as ligações da empresa com o governo chinês são frágeis. A Huawei sempre negou, e os serviços secretos britânicos, normalmente paranoicos, até estão a trabalhar com a empresa.

Agora, parece que as autoridades dos EUA estão a aumentar a disputa, conversando com os seus homólogos do governo e executivos de telecomunicações em países amigos, onde os equipamentos da Huawei já estão em uso, sobre o que eles veem como riscos de segurança cibernética.

Os Estados Unidos já proibiram a Huawei de fornecer o seu governo e empresas locais, enquanto a Austrália proibiu a empresa de fornecer equipamentos para uma rede móvel de 5G. Mas a Huawei não é a única que está a ser atacada. O valor da ZTE caiu quase para metade este ano, isto porque sofreu uma proibição de operações durante três meses pelo governo norte-americano, e as empresas americanas estão proibidas de vender peças à empresa, e ainda para mais após terem feito um subsequente acordo de 1,4 biliões de dolares. Isto foi principalmente porque a empresa trabalhava contornou o boicote ao Irão, e continuava a vender para lá.

O Wall Street Journal disse que Washington está a pensar em aumentar a ajuda financeira para o desenvolvimento de telecomunicações em países que evitam equipamentos chineses. Uma das preocupações do governo é baseada no uso de equipamentos de telecomunicações chineses em países que hospedam bases militares dos EUA, como Alemanha, Itália e Japão.

No início desta semana, a Huawei informou que assinou 22 contratos comerciais para redes 5G. E ainda abrirá um laboratório de segurança da informação na Alemanha que permitirá análises de código-fonte, num passo para ganhar a confiança dos reguladores antes do leilão de espectro de 5G, disse um regulador alemão à Reuters no mês passado.

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