Conteúdo LGBTQ+ leva Governo Russo a iniciar uma investigação sobre a Netflix

Conteúdo LGBTQ+ leva Governo Russo a iniciar uma investigação sobre a Netflix

26 Novembro, 2021 0 Por Joel Pinto

A Netflix fez da diversidade a sua melhor arma, e a sua plataforma conta com muitas produções, e entre elas temos algumas com personagens de comunidades LGBTQ+. Felizmente, para a grande maioria da população mundial isso não é um problema, mas parece que os reguladores russos não ficaram muito contentes com essa situação, que agora revelaram que estão a investigar a empresa.

Denunciada pela comissão pública de protecção às famílias, liderada por Olga Baranet, esta denúncia dirige-se principalmente a séries e filmes que mencionam comunidades LGBTQ+. No país, uma lei - oficialmente chamada de “lei que visa proteger as crianças de informações que violem os valores tradicionais da família” - proíbe a exibição de produções que “promovam relações sexuais não tradicionais” para telespectadores menores de 18 anos.

Se ficar provado que a empresa infringiu a lei, corre o risco de ser multada num valor que pode chegar aos 1 milhão de rublos, um pouco mais do que 11.000 euros. Esta sanção financeira não deve pesar nas finanças da Netflix, no entanto, a suspensão temporária do serviço no país é motivo de preocupação. Segundo está a ser relatado, outras plataformas também estão na mira das autoridades russas. São acusados ​​de disponibilizar filmes, e séries, que retratam “relações sexuais não tradicionais e desvios sexuais”. E dão como exemplo o filme Fifty Shades of Grey.

LGBTQ

Russia não está feliz pelo conteúdo LGBTQ+ da Netflix

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem determinou em 2017 que esta lei, em vigor desde 2013, discriminava membros de comunidades LGBTQ+. Segundo ela, isso viola as regras do tratado europeu e o direito à liberdade de expressão. Muitas ONGs, e grupos activistas, alertaram repetidamente para esta legislação.

Por sua vez, a Netflix afirmou não ter encontrado qualquer conteúdo LGBTQ+ que esteja proibido a menores de 18 anos, no seu catálogo russo.

FONTE

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