China procura vingança por causa do embargo da Huawei e Apple está na mira

China procura vingança por causa do embargo da Huawei e Apple está na mira

18 Maio, 2020 0 Por Joel Pinto

Há muito que uma da maiores empresas mundiais, a Huawei, tem sofrido muito com os embargos decretados pelo governo Norte Americano. O mais recente desse episódio fez com que a TMSC, a empresa que fabrica os chips da Huawei, rejeita-se todas as novas encomendas da empresa chinesa, e isso significa que em breve a Huawei não terá processadores Kirin (muito menos Qualcomm) para utilizar nos seus equipamentos.

Ciente da dimensão deste problema, o governo da China parece estar a preparar a vingança, e o principal alvo pode mesmo ser a Apple. Segundo está a ser revelado, a China deseja criar a chamada "lista de entidades não confiáveis" que incluiria empresas estrangeiras, como a Apple.

O plano é também anunciar uma série de restrições a essas empresas Norte Americanas, além de iniciar investigações que possam afectar as suas operações. As investigações seriam baseadas na Lei de Medidas de Revisão da Segurança Cibernética e Anti-monopólio, embora por enquanto, ainda não esteja claro se alguma empresa está sujeita a multas ou outras sanções sob este conjunto de regras. Além disso, a China quer suspender a aquisição de aviões da Boeing.

Hikvision EUA

China não se vai limitar a olhar para as proibições dos EUA e já prepara a vingança

Para quem não conhece a real dimensão desta problema, desde 2019, os Estados Unidos proibiram a Huawei de trabalhar com empresas americanas, e no início deste mês, o presidente Donald Trump estendeu as restrições por mais um ano. Além disso, as autoridades americanas tentaram bloquear os embarques de semicondutores para as gigantes da tecnologia chinesa de todas as empresas que fabriquem chips.

Acredita-se que esse seja o motivo pelo qual a China está a tentar responder com as essas investigações agressivas, mas, por enquanto, o governo de Pequim pode estar à espera para ver se os Estados Unidos avançam com essas sanções antes de aprovar o plano de retaliação.

FONTE