O que é o burn-in do ecrã OLED? Como evita-lo?

O que é o burn-in do ecrã OLED? Como evita-lo?

20 Junho, 2022 0 Por Joel Pinto

O ecrã OLED são conhecidos por duas coisas: a sua excelente qualidade de imagem com níveis de contraste muito altos, que podem ser apreciados numa TV, monitor de PC, smartphone, tablet ou até mesmo num console portátil. Mas também são muito conhecidos pelo burn-in, que mais não é do que o ecrã queimado.

Felizmente, a tecnologia avançou o suficiente nos ultimas anos, o que torna o burn-in cada vez mais raro, mas ainda assim é possível que o mesmo surja. Veja o que fazer para evitar danificar os seus ecrãs.

Mas afinal o que é o burn-in dos ecrãs OLED?

O burn-in pode ocorrer quando o ecrã exibe uma imagem estática durante muito tempo. Os ecrãs OLED podem deixar uma imagem fantasma, devido à forma como funcionam. De facto, cada pixel do ecrã é iluminado individualmente e não por zona como nos painéis de LED. Isso significa que cada pixel OLED pode ligar, desligar e mudar de cor dependendo do que precisa exibir. É graças a isso que o painel pode oferecer pretos muito profundos e níveis de contraste tão impressionantes, mas também significa que cada pixel pode ser danificado ou sobrecarregado, o que acaba por alterar os pixeis.

Os principais culpados do burn-in são elementos de interface em videojogo, aplicações e até mesmo os menus de serviços de streaming, bem como ícones de canais de TV ou protectores de ecrã estáticos, que podem permanecer exibidos durante longas horas.

Há pouco risco de notar uma queimadura com o uso "normal". Uma imagem deve permanecer exibida por centenas, ou mesmo milhares, de horas para realmente danificar um ecrã. E é menos provável que isso aconteça num ecrã OLED recente, com tecnologias implementadas para combater isso com precisão.

Dito isto, é possível notar uma pequena distorção, ou descoloração, após apenas algumas dezenas de horas, mesmo num painel muito recente. E uma vez lá, é impossível fazê-lo desaparecer. Muitas vezes é possível vê-lo em modelos de exposição nas lojas, que exibem as mesmas imagens durante todo o dia.

burn-in

Como prevenir o burn-in?

Na verdade, existem vários pontos a seguir para evitar essa situação no seu ecrã OLED.

Varie o que faz no ecrã

É o mais óbvio. Altere o que exibe no ecrã regularmente para evitar a exibição de imagens estáticas por muito tempo. Se está sempre com o ecrã ligado no Spotify (é só um exemplo) abandone a aplicação e vá para outra aplicação, ou simplesmente deixe a mesma a correr em segundo plano, e vá para qualquer outra aplicação, de preferência com imagem de ecrã completo em movimento.

Ajuste o brilho

Variar o que exibe no ecrã ajuda a garantir que nada permaneça por muito tempo, mas o brilho também tem um papel a desempenhar no burn-in. Isso acontece mais rapidamente em ecrãs muito brilhantes. Diminuir e activar o brilho automático, bem como o modo de espera automático após alguns minutos de inactividade, pode minimizar os riscos.

E não há necessidade de ir a extremos. Tente a ficar na faixa de 70-80% de brilho. O mesmo vale para o escurecimento automático e o modo de espera ou encerramento automático. Não há necessidade de definir isso a cada 10 ou 30 segundos, 10 a 30 minutos é mais que suficiente. O objectivo, aqui, é garantir que o ecrã não fique a mostrar a mesma com brilho máximo durante muito tempo.

Utilize o modo escuro e configurações semelhantes

Alguns dispositivos possuem parâmetros muito interessantes. Activar o modo escuro para o seu sistema operativo, e aplicações, é especialmente útil para o ecrãs OLED, os pixeis serão desactivos completamente para preto. Há também o modo "Extra-dim" no Android 12 e a opção "Reduzir ponto branco" ou qualquer coisa relacionada ao brilho nas Definições de acessibilidade do iOS.

Não há necessidade de implementar todas essas medidas de uma só vez para evitar o burn-in do ecrã, mas quanto mais tiver, menos hipóteses terá de danificar permanentemente o seu ecrã.

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