Brasil vira costas a Donald Trump e permite Huawei na sua rede 5G

Brasil vira costas a Donald Trump e permite Huawei na sua rede 5G

17 Janeiro, 2021 0 Por Joel Pinto

Todos sabemos que o governos dos Estados Unidos, que ainda é liderado por Donald Trump, criou um braço de ferro com a China que fez com que diversas empresas locais entrassem numa lista negra, e fossem boicotadas um pouco por todo o mundo. A empresa que mais tem sofrido com isso é sem sombra de duvida a Huawei, que se viu impossibilitada de trabalhar com empresas com ligação aos Estados Unidos, e uma campanha de Donald Trump, visa afastar a gigante Chinesa das redes 5G, um pouco por todo o mundo.

Bem, o americano cessante tem sido tão persuasivo que os estados americanos, e os seus aliados europeus, realmente colocaram de lado a empresa chinesa. Agora, com a nomeação de Joe Biden, que está em vias de tomar posse, a situação pode mesmo mudar. E já a começar pelo Brasil, já que o governo presidido por Jair Bolsonaro, virou as costas ao ainda presidente dos EUA.

Segundo as informações que estão a ser reveladas pela Reuters, o jornal brasileiro Estado de S. Paulo noticiou ontem, dia 16 de janeiro de 2021, que o presidente brasileiro já não estaria agarrado à ideia de colocar a gigante Chinesa de lado. Além disso, o Brasil não se vai opor à participação da Huawei nos leilões da rede 5G, que acontecerá no próximo mês de Junho.

Jair Bolsonaro dá luz verde à Huawei para a participação nos leilões da rede 5G no Brasil

O motivo dessa reviravolta é que o presidente brasileiro levou em consideração a competitividade de preços da Huawei, bem como o facto de ser a sua maior parceira comercial. Embora, no passado, Bolsonaro tenha expressado reservas sobre as acusações de espionagem, o jornal brasileiro disse que o governo brasileiro estaria disposto a trabalhar com qualquer empresas que garanta o respeito à soberania nacional do país, e ofereça garantias da proteção dos dados dos utilizadores.

Em qualquer caso, não tenho certeza se o governo Trump vai ficar contente com essa "desobediência", mas teremos de esperar para ver a posição do governo liderado por Biden.

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