Aplicações móveis: a “obrigação” de muitas empresas

Aplicações móveis: a “obrigação” de muitas empresas

22 Outubro, 2021 Não Por Redação

As linhas entre a vida física e digital estão cada vez mais difíceis de definir e com o advento de novas tecnologias, o uso de smartphones tornou-se uma parte essencial dos hábitos das pessoas. Aplicações criadas para monitorizar o uso que as pessoas dão aos seus telemóveis, revelam dados que indicam que, em média, usamos os nossos dispositivos móveis durante cerca de 3 horas por dia, ou cerca de 45 dias inteiros por ano.

Para muitos, os seus telemóveis são uma extensão de si próprios, refletem, em muitos aspetos, a sua personalidade e os seus interesses, e desempenham um papel importante nas suas vidas sociais e profissionais. Como tal, muitas empresas vêem-se obrigadas a reinventarem-se ao procurarem dar resposta às novas exigências dos seus consumidores. Um negócio, hoje em dia, que não tenha uma aplicação móvel ou página online configurada para ser visualizada através de um smartphone, corre o risco de ficar em desvantagem em relação aos seus competidores. São, efetivamente, obrigados a adaptarem-se a esta nova dinâmica de interação com os consumidores.

Redes Sociais em qualquer lugar

Quando foram inicialmente criadas, as Redes Sociais eram um fenómeno circunscrito aos computadores dos utilizadores. Era uma atividade, exclusivamente, feita em casa ou, para desagrado dos empregadores, durante o trabalho. Apenas alguns anos depois, nos dias de hoje, essa prática é quase antiquada, reservada especialmente a gerações mais velhas. A esmagadora maioria dos utilizadores deste tipo de plataformas interagem através dos seus dispositivos móveis, mesmo estando em casa.

Mas não são apenas as plataformas sociais de mera partilha de fotos ou notícias que se adaptaram a esta nova realidade. Plataformas digitais relacionadas com encontros online, como a loving, devem uma parte do número crescente dos seus utilizadores ao facto de terem desenvolvido aplicações compatíveis com dispositivos móveis. Desta forma tornam-se aplicações que podem ser consultadas a qualquer hora do dia, com notificações que alertam para novidades e atualizações. Devido a esta presença constante e facilidade de acesso, estas plataformas tornaram-se um dos principais meios de publicidade de muitas marcas.

Viajar de avião

Se for viajar o mais provável é que faça a reserva online. É igualmente provável que faça o seu próprio check-in e receba um cartão de embarque inteiramente digital, sem qualquer necessidade de o imprimir. Tudo isto pode ser feito através do seu telemóvel. Raro é a companhia de aviação, hoje em dia, que não tenha a sua página web formatada de forma a permitir a sua consulta através de um smartphone. Com a informação do contacto dos seus clientes, muitas companhias enviam informações dos seus voos, atrasos ou alterações de portas de embarque, diretamente para os telemóveis dos passageiros.

Mas esta transição para os dispositivos móveis tem outros motivos para além da satisfação dos seus clientes. Check-ins online feitos pelo próprio passageiro, significa menor necessidade de empregar assistentes em terra, por exemplo.

Marcas de desporto e Apps de exercício físico

Regra geral, muitas das marcas retalhistas estão já sensibilizadas para a importância e vantagens de interagirem com os seus clientes através dos dispositivos móveis. A eficácia da partilha de promoções e novidades tornou este meio imprescindível para o marketing. A própria venda de produtos online, o chamado e-commerce, aumenta gradualmente todos os anos, tendo tido uma subida sem precedentes durante a pandemia, como revelam dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Ainda assim, uma das formas mais originais que as marcas fazem uso da importância dos dispositivos móveis para os seus consumidores, encontra-se nas marcas de desporto que disponibilizam as suas próprias aplicações de exercício físico. Estas aplicações online, perfeitamente adaptadas aos smartphones e muitas vezes grátis, como a Nike Training Club, acabam por ser serviços extra que além de apreciadas pelos clientes, promovem, indiretamente, a venda dos produtos disponibilizados.

Um toque mais pessoal

Pode ser tentador especular quais serão as novas formas digitais que os consumidores irão exigir no futuro e que as empresas serão obrigadas a implementar. Mas talvez o oposto se verifique, com as pessoas a divergirem mais na procura da oferta de serviços mais personalizados e pessoais. Os dois cenários poderão, eventualmente, acontecer simultaneamente, com cada consumidor a procurar tipos de serviço distintos, dependendo das suas vantagens inerentes.