Análise The Last Of Us Parte 2

12 Junho, 2020 0 Por Joel Pinto

O The Last of Us Parte 2 é um dos jogos mais esperados de sempre para a PlayStation 4. Depois de em 2013 ter sido lançado o primeiro jogo, e de ter sido acompanhado de um grande sucesso, este novo jogo era esperado com grande expectativa por parte dos jogadores.

A Naughty Dog tinha a árdua missão de se "desligar" do primeiro jogo, e é algo verdadeiramente difícil, já que estamos a falar de um jogo que é considerado por muito o melhor jogo de sempre da consola da Sony.
Joguei ao primeiro jogo desta saga já mais recentemente, e porque tinha curiosidade de perceber melhor este segundo jogo. E então posso afirmar que os dois jogos são realmente muito semelhantes, no entanto, no primeiro jogo a estrela da companhia é Joel (duplamente Joel, o do jogo e eu), um homem misterioso que fica demasiado "agarrado" a Ellie, então com 14 anos. Neste segundo jogo, a estrela é Ellie, agora com 19 anos e que está estabelecida numa comunidade segura, Wyoming.

A primeira parte do jogo é dedicada sobretudo a fazer a transição entre o primeiro The Last Of Us, e esta parte 2. Mas mesmo que não tenha jogado ao primeiro titulo, não vai ficar perdido neste segundo jogo. E tal como no The Last Of Us original, este é um jogo de acção e aventura em terceira pessoa, onde tudo o que nos rodeia é perigoso. Todo o jogo é recheado de criaturas perturbadoras, algo muito semelhante a zombies, e muitos desses zombies têm características próprias, que vai ter de aprender a lidar com elas.

O jogo está divido em duas facções, uma organização militante conhecida como WLF e um grupo religioso chamado Serafins, que lutam constantemente por ideologias que estão em conflito, e muito por culpa dos recursos limitados. E como deve imaginar, a missão de Ellie coloca-a no meio desta turbulência.

Se já jogou ao primeiro jogo, e gostou, não tenho duvida de que vai gostar deste The Last Of Us Parte 2, no entanto, este novo jogo é muito mais do que uma versão melhorada do primeiro, já que os níveis são mais abertos, mas lineares, e tudo soa muito melhor. Até a forma como apanhamos os objectos, e como os temos nas mãos, é muito mais elaborado.

The Last Of Us Parte 2 é o melhor jogo que já joguei na PlayStation 4

No entanto, tenho de classificar este The Last Of Us Parte 2 como sendo sombrio e opressivo, com apenas breves momentos de esperança. Muito do tempo no jogo é gasto a andar em áreas cheias de inimigos, e esses encontros diferem muito de quem estamos a enfrentar. Lutar contra zombies é cansativo, o som espectacular deste jogo, torna os "monstros" particularmente assustadores, e matar as criaturas desumanas vai fazê-lo sentir aliviado, e um verdadeiro herói.

The Last of Us Part II 2 Inside the Gameplay

Este The Last Of Us Parte 2 faz parecer um filme de acção em que o Rambo é a personagem principal, já que Ellie muitas vezes apanha as suas vítimas de costas, solicita para que fiquem quietas, e depois esfaqueias na garganta. E isso parece-me demasiado "cruel e assustador", e isso acontece dezenas, possivelmente centenas, de vezes ao longo do jogo.

Tudo no jogo acontece lenta e deliberadamente, dando ao jogador a possibilidade de considerar o que realmente está a fazer. A verdade é que Ellie pode sobreviver sem matar algumas das pessoas que passam pelo seu caminho, mas terá de matar muitas pessoas durante o seu tempo no jogo, e acredite que são muita horas. E essa parte é a parte que me deixou mais espantado, e provavelmente porque joguei ao primeiro The Last Of Us mais recentemente. É que passei muitas horas a ver Ellie como uma criança inocente, e neste jogo ela está muito longe de ser apenas uma adolescente curiosa, e inocente.

Mas a parte mais poderosa da história deste jogo, é como ele mostra os dois lados do conflito. Na primeira metade do jogo, vemos Ellie da mesma forma do que qualquer outro herói de um jogo. Claro, ela matou uma quantidade insondável de pessoas, mas a sua dor é compreensível. Ela está com raiva, e assustada, e irá fazer quase tudo para que esse sentimento desapareça. Ela está convencida de que matar uma pessoa em particular aliviará a sua consciência. Da perspectiva de todos os outros, porém, ela é um terror: uma assassina fantasma, de alguma maneira a entrar em lugares fortemente fortificados e deixando um rastro de morte pelo seu caminho. As pessoas que ela está a perseguir não são monstros, e há momentos em que eu odiava alguns deles, mas isso mudou. É difícil dizer muito deste jogo sem revelar alguns spoilers, e definitivamente não os quero revelar, mas fique com a ideia de que no final, Ellie não é a heroína que pensa que é. Ela não é a mesma pessoa conhecemos.

Quando ao jogo em si, ele é realmente muito bem-sucedido, o que geralmente é incrível. A acção momento a momento é tensa e brutal, e está carregado de suspense, que nos deixa loucos para descobrir o que vai acontecer a seguir, na esperança de encontrar um daqueles momentos escassos de paz. Uma das melhores partes do jogo são as lutas contra chefes. Existem vários conflitos cruciais ao longo da história, mas eles não acontecem da mesma forma que uma típica batalha de chefes, como em outros jogos. Não se trata de enfrentar o maior, e pior, inimigo que existe, e muitas vezes, nos somos o agressor, o mais poderoso a "descarregar a nossa raiva" em alguém mais fraco ou numa situação desesperada.

No entanto não pense que este é um jogo cheio de tensão, que muitas vezes é, mas existem momentos em que temos mesmo que "relaxar". E alguns desses momentos vêm em forma de flashbacks quando vemos Ellie, e Joel, em tempos mais felizes (embora ainda pós-apocalípticos). A história habilmente usa esses momentos, e objectos específicos, para nos fazer relembrar que já houveram melhores tempos, que surgem como uma lufada de ar fresco no meio de muita tensão e suspense.

The Last Of Us Parte 2

Análise The Last Of Us Parte 2 - Veredicto Final

É muito complicado falar deste jogo sem entrar em spoilers, e como o jogo só estará disponível daqui a uma semana, era de todo importante que eu não o fizesse, e tentei isso ao máximo.

Apesar de esperar um pouco mais deste jogo, provavelmente por causa do hype criado em torno do mesmo, é um jogo "obrigatório" para todos aqueles que gostaram do primeiro jogo, e de todos aqueles que gostam de jogos com muita acção.

A minha análise foi feita numa PlayStation 4 padrão, e muito provavelmente aqueles que jogarem numa PS4 Pro terão muito mais detalhes na sua consola. Ainda assim, o jogo é realmente impressionante e é certamente um grande salto em comparação com o jogo original, e da versão remasterizada. Ainda assim, não o considero assim tão inovador como sempre pensei que fosse ser, e a Naughty Dog poderia ter melhorado um pouco mais a sua jogabilidade.

No final, foram pouco mais de 30 horas muito bem passadas, e se é fã de suspense, então este jogo é definitivamente para si.

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