Análise Samsung Galaxy Z Fold4: Uma boa prenda de Natal

Análise Samsung Galaxy Z Fold4: Uma boa prenda de Natal

15 Dezembro, 2022 0 Por Joel Pinto

Apesar de já ter sido lançado há algum tempo, só agora tive a oportunidade de testar com mais calma o o mais recente smartphone dobrável da Samsung, o Galaxy Z Fold4. Depois de fazer do mesmo o meu próprio smartphone, durante algumas semanas, chegou o momento de dar o meu parecer sobre ele.

Fique já a saber que este telefone tem três “grandes defeitos”: é grosso, é pesado e é muito caro… muito caro mesmo. Mas isso faz do Samsung Galaxy Z Fold4 um mau smartphone? Nada disso, é simplesmente uma chamada de atenção.

Este Samsung Galaxy Z Fold4 é na verdade um dos dispositivos mais incomuns e emocionantes que vimos em 2022. Ele abre-se para revelar um grande ecrã que o coloca estranhamente a meio caminho entre um smartphone e um tablet. Esse grande ecrã é uma ferramenta interessante e versátil que gostei muito de testar, e que me foi realmente útil para produzir conteúdo.

Tal como já tinha revelado, estamos perante um smartphone grande que se dobra em dois, o que significa que obtém um ecrã muito maior quando está aberto, mas quando fechado temos um ecrã um pouco mais pequeno na parte exterior e que se utiliza muito facilmente com apenas uma mão. Ele é mais do que suficiente para a grande maioria da tarefas que faz com um smartphone, com por exemplo, responder a mensagens ou tirar fotos, mas vai querer abrir o dispositivo e fazer uso desse adorável e grande ecrã interno para um trabalho mais detalhado.

O ecrã interior é o maior trunfo do Galaxy Z Fold4, e ao mesmo tempo é sua desvantagem mais frustrante, dependendo de como é capaz de lidar com o seu vinco, as suas qualidades de magnetização de impressões digitais e quanto valoriza ter um ecrã maior, bem ao estilo de um tablet, onde quer que vá e dentro do seu bolso.

Notavelmente, o material mais fino e flexível utilizado para fazer o ecrã dobrável marca muito mais facilmente as impressões digitais, do que o ecrã de um smartphone tradicional. Achamos isso bastante frustrante, mas não é de forma alguma uma grande desvantagem. Estamos a falar de um excelente painel AMOLED com 7,6 polegadas que oferece uma taxa de refrescamento de até 120Hz e HDR10+. É realmente muito impressionante se não se importa com as infinitas marcas de impressões digitais e o vinco.

O streaming de conteúdo como a Netflix, YouTube e Disney+ ficou subitamente muito mais atraente do que seria num ecrã menor e tradicional de smartphone. Também ajuda em tarefas como edição de imagens ou leitura e, embora uma S-Pen não esteja incluída, é compatível com a mesma para fazer anotações. No meu estilo de utilização é muito adequado, já que a produção de conteúdo tem um aumento significativo desempenho com um ecrã com esta dimensão.

Em suma, é um excelente ecrã, com cores brutais, e tudo o que por lá se passa é muito bem visível mesmo em condições extremas de sol.

Galaxy Z Fold4

Se o ecrã interior é excelente, o ecrã exterior não se fica nada atrás. É na verdade um dos melhores ecrãs que temos no mercado, e com a mesma qualidade do ecrã interior. Estou a falar de um ecrã Dinamic AMOLED 2X com 6,2 polegadas com a resolução 904×2316 pixeis e taxa de refrescamento de até 120Hz. Este ecrã é tão, mas tão bom, que dou por mim a utiliza-lo na quando maioria das vezes, e apenas utilizei o ecrã interior para assistir a conteúdo multimédia ou para produzir conteúdo para o Noticias e Tecnologia.

Galaxy Z Fold4

E se de ecrãs estamos muito bem servidos, em termos de desempenho este Samsung Galaxy Z Fold4 não o vai desanimar. É um verdadeiro topo de gama e nada o fará vacilar… e acredite que mesmo nada o fará falhar. Ele está equipado com o Qualcomm Snapdragon 8+ Gen 1 e que é acompanhado por 12GB de RAM.

Jogar, redes sociais, email, Internet, etc… nada o faz sequer gaguejar. Isso significa que pouco tenho a falar sobre o seu desempenho, tal como do seu software, já que no momento em que me encontro a escrever esta artigo, ele está com o One UI 5.0, que é a versão do Android 13 da Samsung, e com os patch de segurança de novembro (nas imagens abaixo mostra o patch de outubro, porque a imagem foi recolhida antes da chegada do de novembro). Melhor que isto? só se tivesse os patchs de dezembro, mas nada muda para o utilizador.

Outro ponto muito interessante deste Galaxy Z Fold3 é a sua secção fotográfica. Uma clara melhoria se comparado com o seu antecessor, o Z Fold3. Ele conta com um novo sensor de 50MP que é acompanhado por um sensor ultra grande angular de 12MP e um sensor telefoto de 10MP. Depois temos um sensor de 4MP abaixo do ecrã interior, e uma câmara selfie de 10MP no ecrã frontal.

Basicamente ele conta com o mesmo arranjo fotográfico do Galaxy S22+, que já foi elogiado algumas vezes. Com cinco sensores na ponta dos dedos, não faltarão câmaras nem oportunidades. No entanto, alguns destes sensores nem sempre têm um desempenho adequado para um smartphone que custa 1500 euros. Por exemplo, o sensor que está abaixo do ecrã interior, é para esquecer, já que a sua qualidade não está dentro daquilo que a Samsung nos tem habituado com os seus topos de gama.

Depois temos coisas muito boas na fotografia deste Galaxy Z Fold4, como um zoom óptico de 3x e um zoom digital de 30x, que apesar de não se comparar aquilo que é oferecido pelo Galaxy S22 Ultra, oferece um sistema, no geral, muito bom. Durante os meus testes, gostei de usar a câmara, mas descobri que as suas funções de zoom pareciam um pouco limitadas. Os detalhes foram perdidos rapidamente ao aumentar o zoom nos assuntos.

De resto, é tudo aquilo que um smartphone topo de gama da Samsung nos habituou, que é excelente.

Galaxy Z Fold4

Apesar de toda a sua complexidade, o Galaxy Z Fold4 não oferece uma bateria particularmente grande. Estamos perante um unidade de 4400mAh com suporte para o carregamento rápido de 25W, que não é exatamente rápido, mas seguro e suficiente…. ahh e não tem carregado na caixa, apenas o cabo USB-C, por isso é bom que tenha um carregador ai por casa.

No geral, a bateria é boa e mais do que suficiente para um dia inteiro de utilização intensa. Com menos utilização conseguirá um dia e meio de autonomia sem grandes problemas. Tudo depende sempre da sua utilização. Se der preferência ao ecrã externo, a bateria vai garantidamente dar para um dia e meio de utilização sem grande dificuldade. Se utilizar a grande maioria das vezes o ecrã interior, então terá de o carregar todas as noites.

E com um carregador de 25W, são necessárias quase 100 minutos para carregar totalmente a sua bateria. A Samsung continua a não querer aumentar a sua velocidade de carregamento, e prefere uma velocidade segura.

Veredicto Final Samsung Galaxy Z Fold4

Com todos os seus pequenos defeitos, adoro este Galaxy Z Fold4. e é garantidamente um dos melhores smartphones já lançados pela Samsung.

Como já tinha dito, o Galaxy Z Fold4 é um telefone grosso, é pesado e por vezes transporta-lo no bolso das calças é um verdadeiro problema dadas as suas dimensões. A verdade é que com este tempo mais frio, ou chuvoso, a grande maioria das vezes saiu de casa com um casaco e esse problema não se mete… o problema vai ser quando chegar o tempo quente, quando andamos com muito pouca roupa, e a dificuldade de o transportar vai ser um problema a se resolver.

Mas tirando esses pequenos detalhes mesquinhos, temos dois ecrãs espetacularmente bons, temos um desempenho digno de um verdadeiro topo de gama, e temos uma autonomia mais do que ajustada. Se juntarmos a isso o excelente One UI 5.0, então temos um excelente smartphone que certamente irá alimentar o ego de todos aqueles, que como eu, gostam de tecnologia.

Fica aí uma excelente sugestão de Natal, que certamente não irá desanimar quem o vai receber. Como tal, a minha nota para este Galaxy Z Fold4, não podia ser outra:

O Galaxy Z Fold4 foi-me gentilmente disponibilizado pela Samsung Portugal para que a realização desta análise fosse possivel. Se quiser, pode aceder à página oficial do produto aqui.

Joel Pinto
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Fundador do Noticias e Tecnologia, e este foi o seu segundo projeto online, depois de vários anos ligado a um portal voltado para o sistema Android, onde também foi um dos seus fundadores.