Análise Samsung Galaxy S10+: Provavelmente o melhor smartphone de sempre

13 Abril, 2019 0 Por Joel Pinto

O novo Samsung Galaxy S10 + é muito provavelmente, actualmente, o smartphone mais importante da fabricante Sul Coreana. E depois de fazer dele o meu smartphone pessoal durante praticamente três semanas, estou em condições de dar a minha opinião sobre este espectacular equipamento da Samsung.

Análise Samsung Galaxy S10+: Design e ecrã

Se há algo que me fascina neste equipamento, é o seu design, desde o momento em que o mesmo foi oficialmente revelado pela Samsung, que fiquei com a certeza que de este era um smartphone lindo.

Graças ao seu display Infinity-O e ao sensor de impressão digital sob a ecrã, o painel OLED de 6,4 polegadas do aparelho estica-se e curva-se em torno da parte frontal do dispositivo. É impressionante olhar para ele, e a relação ecrã-corpo de 93,1% envergonha a maioria dos smartphones Android.

A Samsung não é a primeira a comercializar este recorte no ecrã, que chamo de "punch-hole" - o Honor View 20 já tinha isso - mas é o primeiro a fazê-lo num painel OLED. Embora este "punch-hole" tenha chamado diversas vezes à atenção, involuntariamente, ao fim de alguns dias com o S10 +, já me tinha "abstraio" do mesmo. Ou seja, provavelmente essas chamadas de atenção eram por causa da falta de habito, ou seja, um não problema.

Neste equipamento temos um FaceID e um scanner de impressões digitais no próprio ecrã. Supostamente um sensor ultra-sónico que deverá ser mais confiável e mais difícil de falsificar do que os sensores 2D que encontramos em diversos aparelhos, como por exemplo o do meu telefone pessoal, o OnePlus 6T. No entanto, durante os testes esse sensor não se mostrou há altura do sensor do Oneplus. Enquanto a área alvo para o dedo, ilumina-se no telefone da OnePlus, o Galaxy S10 + não oferece tal assistência, o que significa que muitas vezes demoramos um pouco mais do que era desejado, e prometido, para conseguir desbloquear o dispositivo. Mas provavelmente isto é uma questão de software, e a Samsung deverá resolver estas questões muito em breve.

Vale notar que o sensor também não é compatível com a maioria dos protectores de ecrã, embora a Samsung venda o equipamento com uma película já instalada, e a minha opinião é que deverão mantê-la o maior tempo possível. Evitem tentar substitui-la, pois podem ter um dissabor com as películas de terceiros.

Mas colocando de parte o "desajeitado" scanner de impressão digital, o ecrã em si é definitivamente o melhor que já testei. O Galaxy S10 + utiliza a nova tecnologia de exibição "OLED dinâmico" da Samsung, que oferece cores fortes, pretos profundos e níveis insanos de brilho; o S10 + pode aumentar o seu brilho em até 1.200 nits sob a luz do sol ofuscante.
O ecrã oferece uma resolução QuadHD +, mas está pronto a funcionar com a resolução HD + caso seja necessário (por exemplo para poupar a bateria). Pessoalmente, nunca tive a necessidade de diminuir ou aumentar a resolução, mas a opção está lá para assistir a filmes em 4K ou para usar o smartphone com um óculo de realidade virtual.

Na parte de trás do dispositivo, temos um painel de vidro testado e comprovado da Samsung, acentuado pelas bordas de alumínio. O design, embora nada de novo, é ainda mais luxuoso do que o do Galaxy S9 , e sou um fã confesso das novas opções de cor; o modelo que testei tem a cor Preto Prisma.


O Galaxy S10 tem uma porta USB-C na parte inferior e, surpreendentemente, um conector de fone de ouvido de 3,5 mm para facilitar o uso dos fones de ouvido integrados da AKG. A certificação IP68 também está em oferta, o que significa que o Galaxy S10 + suportará água até uma profundidade de 1,5m por até 30 minutos. Felizmente, não testei essa funcionalidade, pois considero que este tipo de dispositivos devem ser mantidos afastados o máximo possível da água. A possibilidade está lá, mas os smartphones de hoje possuem a nova vida no seu interior, então porque arriscar em perder o mesmo na água? Para isso uso uma Go Pro.

Análise Samsung Galaxy S10+: Desempenho e software

Como é normal, o Galaxy S10 + que testei chega equipado pelo Exynos 9820 de 8nm, em vez do Snapdragon 855, que é oferecido aos consumidores dos Estados Unidos. Embora alguns benchmarks tenham mostrado que o chip da própria Samsung tenha que se esforçar um pouco para igualar ao mais recente, e melhor desempenho em termos de desempenho, da Qualcomm, não tive qualquer problema a esse nível, e em nenhuma aspecto. O uso diário é realmente suave e responsivo, e o aparelho não mostrou sinais de gagueira durante jogos como Fortnite ou PUBG Mobile, mesmo após longos períodos... E acreditem que usei, e abusei, dos jogos durante os testes.

Quando testado no GeekBench, a unidade que tinha para análise - que contém 8GB de RAM e 128GB de armazenamento - obteve uma pontuação de 4484 no teste single core, e uma pontuação de 10478 pontos no teste multicore.. Como provavelmente esperaria, isso coloca o seu desempenho acima do desempenho do OnePlus 6T e do S9 + do ano passado, um pouco melhor do que o Mate 20 Pro da Huawei, mas um pouco abaixo do iPhone XS da Apple.

Já no Antutu, tem muito perto dos 329 mil pontos, que o coloca entre os telefones mais rápidos do mercado (resultados em baixo).

 

Em termos de software, a série S10 é a primeira a ser lançada pela Samsung com a One UI, que é uma "skin" para o Android 9.0 Pie da Google. Obviamente, utilizei a expressão "skin" para ser facil de perceberem, mas não é só uma simples interface de imagem, já que conta com inumeras funcionalidade que não estão presentes no Android Puro. Nela vai encontrar a mesma superabundância de aplicações pré-instaladas e duplicadas quando liga o dispositivo pela primeira vez, mas logo fica claro que a Samsung conseguiu redimensionar e melhorar a sua experiência com o sistema operativo Android.

A One UI é uma melhoria muito significativa, se comparada com a antiga interface de utilizador, a TouchWiz da Samsung. Embora ainda haja algo de estranho nos ícones da aplicações da Samsung, o One UI é mais leve e mais fácil de navegar graças ao seu foco no uso de uma mão, com os itens usados ​​com frequência a serem disponibilizados para a parte inferior do ecrã. Depois também podemos dispensar os tradicionais botões de navegação, em favor dos controlos por gestos, que é algo que eu realmente uso, e já usava no meu smartphone pessoal. Algo que já não dispenso.

Naturalmente, a Bixby continua presente embora a Samsung agora permita que o botão física seja reprogramado para iniciar outra aplicação. E das primeiras coisas que fiz, foi mudar o mesmo para abrir o Facebook, já que o Bixby é algo que definitivamente não utilizo, e não testei nesta minha análise.

Análise Samsung Galaxy S10+: Câmara

O Galaxy S10 + possui um sistema triplo de câmara traseira; uma lente principal de 12MP, uma teleobjetiva de 12MP e um sensor de ângulo ultra grande de 16MP.

Felizmente, a câmara é tão impressionante no mundo real quanto é no papel. Em iluminação decente, o Galaxy S10 + é capaz de produzir imagens nítidas, detalhadas e dinâmicas que parecem ter passado 30 minutos a serem melhoradas em aplicações do estilo Photoshop. A lente ultralarga também é muito divertida e consegue encaixar uma grande quantidade de detalhes nas suas imagens alongadas.
O software permite alternar facilmente entre as três câmaras com um toque ou uma simples utilizar o zoom no ecrã.

O S10 + começa a lutar quando se trata de cenas com pouca luz. Embora produza imagens partilháveis, melhor do que o Oneplus 6T que tinha para comparação directa, ainda não consegue igualar o Mate 20 Pro, pois este conta com um modo nocturno que parece conseguir fazer milagres.

Na frente do S10 + temos um duplo sensor que consiste numa lente de 10MP e uma lente com abertura de F2.2 de 8MP para detecção de profundidade, que permite fotos decentes e "outras feitiçarias" com as selfies. A qualidade das fotos com estes dois sensores, é provavelmente a melhor que já vi em sensores frontais.

Análise Samsung Galaxy S10+: Bateria

E neste ponto que as coisas por vezes complicam. Embora muitos tenham elogiado a bateria do aparelho como um de seus recursos de destaque, o modelo Exynos que testei não foi assim tão bom como dizem.... mas em momento algum foi mau... simplesmente considero que é simplesmente o "normal" neste tipo de equipamento.

Descobri que precisei de recarregar o smartphone após cerca de cinco horas de ecrã constante. Alguns comentários afirmam que o modelo com o Snapdragon 855 solicita o carregamento quando já tem cerca de 6 horas.

As 5 horas não são propriamente más, e depois tudo depende do que se esteve a fazer nessas cinco horas. Se for para assistir, por exemplo a Netflix e a resolução for a de FullHD+, certamente vai conseguir mais horas de ecrã. Mas em 15 dias de testes, em 8 dias, ao fim de 5 horas de ecrã, tive de colocar o telefone a carregar.

Embora essa fragilidade, se assim o posso chamar, possa retirar algum  brilho ao telefone, ele oferece suporte para carregamento sem fio, e reverso, pela primeira vez, permitindo que carregue outros dispositivos - como o novo Galaxy Buds, rival da AirPod - na parte traseira o dispositivo.

O carregamento do smartphone tambem é feito muito rapidamente. Depois de receber a notificação de falta de bateria (quando chega a cerca de 15%), colocando-o no carregador durante 30 minutos, ganho bateria para mais cerca de 3 a 3,5 horas de ecrã.

Análise Samsung Galaxy S10+: Veredicto Final

Dado o panorama actual, Samsung Galaxy S10 + não é um smartphone perfeito, mas sinceramente não acho que esteja muito longe disso. Se olharmos para além do scanner de impressões digitais e da vida útil da bateria, o smartphone, embora caro, é provavelmente o melhor smartphone Android que pode comprar neste momento.
E para chegar a essa conclusão, não foi preciso muito, basta olhar para o seu maravilhoso ecrã, desempenho de topo, excelentes câmaras, design super premium e um software que agora é condizente com a grandeza da marca.

Sinceramente este é um smartphone que consegue satisfazer as minhas necessidades, em todos os requisitos. Nem a questão da bateria me deixa preocupado, pois mais uma vez, esse assunto pode ser resolvido por software, e a Samsung como sempre, deverá disponibilizar um fix para essa questão, em breve.