Análise Ghost of Tsushima: O jogo que faltava à PlayStation 4

Análise Ghost of Tsushima: O jogo que faltava à PlayStation 4

14 Julho, 2020 0 Por Joel Pinto

É com enorme prazer que vos trago a nossa análise ao Ghost of Tsushima, aquele que é provavelmente o ultimo grande exclusivo para a PlayStation 4, e que fecha em beleza este excelente ciclo.

Algumas semanas depois de ter sido lançado o excelente, The Last of Us Parte 2, a chegada do Ghost of Tsushima vem demonstrar que a consola da actual geração da Sony ainda tem muito para dar. Se há 2 anos me tivessem mostrado tanto este Ghost of Tsushima, como o The Last of Us Parte 2, a serem executados na PS4, diria que a PlayStation 5 ainda poderia esperar alguns anos, até ser lançada.

E eu que até nem gosto de jogos de samurais (ou não gostava) fiquei maravilhado.

Análise Ghost of Tsushima

Este Ghost of Tsushima é inegavelmente um jogo bonito, que tenta replicar o realismo como poucos jogos o fizeram, a Sucker Punch utiliza as preferências actuais, os géneros, e a interactividade inerente do meio, para comunicar a sua história, melhor do que a grande maioria dos estúdios fizeram com os seus jogos.

Apesar de neste jogo faltarem muitas das animações dos personagens, que fossem mais realistas, já que essas animações já foram apresentadas em outros jogos, a sua ausência não diminui a excelência da experiência geral do jogo. Saquear itens, ou inimigos, é feito com um único toque no botão, transferindo os objectos quase instantaneamente para o inventário do jogador, e outras acções maiores no jogo, como as vezes que temos de pegar fogo a acampamentos mongóis, são simplesmente expressos com um desvanecimento da câmara. Esse método de narrativa visual pode não ser tão realista como em outros jogos, mas é mais rápido, e não permite apenas que o jogador continue com a sua tarefa em mãos, mas provavelmente também deu aos programadores mais tempo para se concentrarem em alguns dos aspectos mais importantes do sua jogabilidade.

O combate em Ghost of Tsushima é rápido e simplesmente brutal, mas não é tão implacável como em outros jogos, como por exemplo em Nioh 2. O jogo oferecer um pouco mais do que outros jogos e, conforme o jogador desbloqueia diferentes estilos de luta (pedra, vento, água e lua), espera-se que o jogador alterne entre eles, dependendo do tipo de inimigo que vai enfrentar. Por exemplo, "Pedra" é projectado para acabar com as defesas dos inimigos que usam espadas, enquanto a "Água" é mais adequado para combates conta os inimigos equipados com escudos. Trocar entre as posições é simples, exigindo apenas que o jogador utilize o R2, e pressione o botão designado, e essa simplicidade é importante ao defrontar vários tipos de inimigos ao mesmo tempo.

Grande parte da história de Ghost of Tsushima é baseada na invasão mongol da ilha de Tsushima, uma ilha que existe na vida real, e que está localizada entre a Coreia e o Japão. A invasão é liderada por Khotun Kahn, um vilão inteligente, mas brutal, e enquanto o exército de Kahn se espalha pelo mapa de Tsushima, cabe a Jin Sakai, o último samurai, detê-lo antes que todos os cidadãos da ilha sejam mortos pelas forças mongóis. Jin foi criado pelo seu tio, o grande samurai Lord Shimura, mas no final da introdução do jogo, Shimura é capturado pelos mongóis, e mantido refém. É no processo de tentar resgatar Lord Shimura, que Jin deve tornar-se, o Ghost (fantasma) of Tsushima, um acto que vai contra todo o seu treino de samurai.

Como todos sabem, os samurais não se escondem em arbustos, ou atrás de rochas, para assassinar pessoas silenciosamente, já que desafiam os seus opositores cara-a-cara, e olhos nos olhos. E este é um conflito com o qual Jin tem de lutar em Ghost of Tsushima, e isso fica muito bem exemplificado no jogo (e até no trailer, que podem ver acima), dando ao jogador a opção de ser sorrateiro, ou simplesmente enfrentado os seus inimigos de frente. Existem poucas missões em Ghost of Tsushima onde assassinatos furtivos são interacções forçadas, com o jogador a ser autorizado a esconder-se, ou a encarar os seus oponentes de cabeça no ar... e isso é uma decisão do jogador. As poucas vezes em que mortes furtivas são necessárias são baseadas na suposição de que os inimigos mongóis matam inocentes indefesos, mas mesmo esse qualificador não desculpa o código moral dos samurais, algo com o qual Jin viveu toda a sua vida adulta.

O jogo que faltava à PlayStation 4

O mundo de Ghost of Tsushima também está repleto de todos os tipos de áreas para os jogadores explorarem e descobrirem, pois este é um jogo em mundo aberto. Desde as actividades do Bamboo Strike com combinação de botões, às fontes termais escondidas, e duelos secretos com Ronin, a Sucker Punch Productions fez um excelente trabalho com este jogo, demonstrando que a sua longa ausência do mundo dos grandes jogos, não foi por acaso.

Ghost of Tsushima português

A minha opinião é que Ghost of Tsushima é absolutamente deslumbrante, com todos os locais no mundo do jogo com vida própria, e embora o jogo possa não ter as melhores animações, compensa essa perda dez vezes com a quantidade de cor, e detalhe, no imenso mundo aberto de Tsushima.

É muito difícil falar deste jogo sem revelar Spoilers, mas mesmo eu que não sou grande fã de jogos de Samurais, estou maravilhado com o jogo que a Sucker Punch Productions conseguiu produzir. Com uma jogabilidade brilhante e cativante, Ghost of Tsushima poderá fechar o ciclo dos jogos exclusivos da PlayStation 4 com grande subtileza.

E para quem ainda não sabe, o jogo será lançado exclusivamente para a PlayStation 4 no próximo dia 17 de Julho.

 

Este jogo foi-nos gentilmente concedido pela PlayStation Portugal.

 

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